7 de novembro de 2015

Especial: Miyu Matsuki (★1977 - †2015)


Muitos de vocês já devem ter lido a respeito, mas na última segunda foi anunciado, pela sua agência 81 Produce, o falecimento de Miyu Matsuki, dubladora que havia feito 38 anos em setembro e cujo último papel numa animação para a TV foi o da louca Anna Nishikinomiya em “Shimoneta”. Sua morte ocorreu precisamente no dia 27 de outubro em decorrência do agravamento de uma pneumonia – desde julho ela já estava afastada de qualquer trabalho para poder se tratar -, porém só quase uma semana depois é que isso foi levado a público.


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Confesso que Matsuki não era lá uma dubladora que eu sequer seguia seus trabalhos; apenas de vez em quando, ao notar o tom característico de sua dublagem em certo anime (traduzindo: quando sua personagem se exaltava e elevava o tom da voz por qualquer motivo), é que me vinha à mente “Hum, eu já ouvi essa voz em tal e tal lugar...”. Não tenho afeição especial por nenhum de seus papéis, porém devo admitir que ela realmente realizava ótimas atuações na maioria dos casos, e também revelo que essa deve ter sido a primeira vez que senti uma pena maior pela morte de algum dublador, possivelmente porque boa parte de seus personagens ainda são recentes.

Dito isso, logo abaixo montei um breve resumo de seus trabalhos como dubladora; não é algo nada introspectivo ou detalhado, apenas uma rápida recordação de seus papéis mais populares, com maior atenção àqueles que me agradaram de certa forma. Segundo dados do ANN e Wikipedia, Miyu Matsuki esteve presente em quase cem séries de TV, sem contar uma dezena de longas animados e diversos jogos, área na qual deu seus primeiros passos.

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Início de carreira: Nascida em 1977 na cidade de Kure, Hiroshima, Miyu Matsuki estudou em uma escola local só para garotas, e no início seus pais eram contrários a sua ideia de atuar como dubladora, algo que acabou sendo superado após ela conseguir passar no exame de admissão da Keio University, faculdade privada de Tóquio que é a instituição de ensino superior mais antiga do Japão.

Após se formar Miyu estudou ainda em duas escolas dedicadas a dublagem, e aos 21 anos obteve seu primeiro trabalho do ramo ao participar de "Mikagura Shoujo Tanteidan", visual novel para Playstation lançada em 1998 - como curiosidade, esse título receberia uma versão adulta para PC em 2003 e uma animação hentai em 2004 (mas sem envolvimento dela, claro!). Aqui e durante breve período Miyu Matsuki usaria seu nome verdadeiro, Mieko Matsuki, para só depois começar a se apresentar com um pseudônimo por considera-lo ter uma sonoridade mais agradável.

Já em relação a animes, após alguns papéis sem nome ("garota estudante", "amiga do protagonista") ou com aparições bem rápidas, seu primeiro personagem de maior importância e tempo na tela foi o da garota Hitomi Onodera em 2002, uma das protagonistas na série de TV "Shichinin no Nana" - a história desse anime é sobre uma estudante, chamada Nana Suzuki, que se vê dividida em sete cópias de si mesma, e com cada qual possuindo uma personalidade diferente.

No mesmo ano ela se juntaria a agência 81 Produce, com a qual trabalharia até falecer em 2015.



Primeiro trabalho em uma franquia: Também foi em 2002 que Miyu conseguiu um papel em "D.C. ~Da Capo~", visual novel que hoje possui mais de quinze títulos, além de 5 séries de TV que tiveram início em 2003. Aqui ela dublou tanto Misaki Sagisawa, uma garota que nunca sai de casa e que só conhece o mundo de fora através da janela de seu quarto, quanto Yoriko, seu gato de estimação que, devido a certos eventos, acaba se transformando em uma empregada com a aparência de sua dona - isso nos animes que viriam em seguida (Miyu participou das duas primeiras séries), pois na visual novel a situação dessa personagem é um pouco diferente.


Outras atividades: Não pretendo me estender nisso, mas, além de animes e jogos, Miyu Matsuki também lançaria alguns singles e álbuns musicais (os primeiros foram para a própria animação de "D.C. ~Da Capo~") e teria participações regulares em programas de rádio. Dentre esse último o mais famoso é "Cherry Bell", da qual ela fazia parte desde 2003 junto com os dubladores Takahiro Sakurai e Kenichi Suzumura.

Aliás, clique aqui para ver uma antiga peça de teatro que os três fizeram juntos desse programa.



Pikumo em "Wagamama☆Fairy Mirumo de Pon!" (2002)

Kotoko-01 em "Divergence Eve" (2003) e "Divergence Eve 2: Misaki Chronicles" em 2004.









Natsumi Yagami em "Chou Henshin Cosprayers" (2004) (Protagonista), personagem que posteriormente apareceria em outras duas séries de TV no mesmo ano, nesse caso "Love♥Love?" e "Hit wo Nerae!" - a ligação entre cada uma é que, enquanto "LoveLove?" mostra os bastidores de um programa televisivo de heróis infantil intitulado Cosprayers (na qual Natsumi é uma de suas atrizes e dá em cima do roteirista para ganhar mais espaço na tela, contudo acaba se apaixonando por ele), "Hit wo Nerae!" apresenta uma nova personagem como principal, chamada Mitsuki, que deve produzir um filme desse mesmo programa e, por fim, "Chou Henshin Cosprayers" seria uma "versão real" dele, onde deixaria de ser uma obra de ficção dentro de outra obra de ficção. (eu só assisti mesmo "Love♥Love" até hoje, e pelo menos esse possui um teor ecchi bem constante e apelativo).


Asami Igarashi em "Mezzo DSA" (2004) (Protagonista)









Shouko Hazama em "Soukyuu no Fafner: Dead Agressor" (2004)





Akane Mizuhara em "Final Approach" (2004)







Kaoru Midou em "Tsukuyomi: Moon Phase" (2004), o primeiro de uma série de papéis que surgiriam em sua longa relação com o estúdio SHAFT e o diretor Akiyuki Shinbou.







Media em "Paniponi Dash!" (2005)







Kisa Misaki em "Kagihime Monogatari Eikyuu Alice Rinbukyoku" (2006) (Protagonista)





Choppy em "Futari wa Pretty Cure SplashStar" (2006) (Protagonista), mascote principal da terceira série de TV da popular franquia "Pretty Cure" que, até 2011, ainda conferiria a Miyu Matsuki a participação em 4 filmes.




Hikari Konohana em "Strawberry Panic" (2006)



Shion Juujou em "Otome wa Boku ni Koishiteru" (2006)











Yoshinoya em "Hidamari Sketch" (2007), professora de Artes com "eternos dezessete anos" - é tudo o que irá conseguir caso indague sua idade! - que me foi a primeira personagem feita por Miyu cuja dublagem me chamou a atenção. Infantil, imatura, propensa a não seguir os regulamentos da escola e fadada a ouvir tanto os sermões do ancião Diretor devido ao seu comportamento inadequado, quanto de seus pais com quem ainda mora por não ter se casado até hoje, Yoshinoya também é obcecada em cosplay (hobby que ela aproveita constantemente para assediar importunar seus alunos) e às vezes diz certas frases um tanto "impróprias" para os ouvidos mais jovens - coisas assim, banais, como se auto voluntariar em posar nua para a sua classe, e isso após perguntar se alguém não desejaria fazer isso por livre e espontânea vontade, por exemplo. A propósito, "Hidamari Sketch" é uma animação do estúdio SHAFT, baseada em tirinhas 4-koma, que mostra o dia a dia de quatro alunas estudantes de Artes. 

Dublada com muito vigor pela Miyu, no fim ela pode, sem meios termos, ser uma grande mala sem alça na maior parte do tempo; porém, entre um surto de imensa adoração própria e choros descabidos ao ter um capricho seu mal logrado, Yoshinoya dá de vez em quando valiosos conselhos e sugestões à indecisa protagonista Yuno e suas amigas nesse anime que renderia quatro séries de TV nos anos seguintes.



Flora em "Claymore" (2007)





Isumi Saginomiya em "Hayate no Gotoku!" (2007) e suas várias continuações até 2013.




Cordelia em "Romeo x Juliet" (2007)







Harumi Fujiyoshi em "Sayonara Zetsubou Sensei" (2007), mais um título do estúdio SHAFT, dessa vez carregado de ironia e acidez e que tem como destaque um professor com tendências suicidas chamado Itoshiki Nozomu e suas estudantes não muito normais - com exceção de uma, que é ordinariamente normal em excesso (calma, piadinha interna do anime). Aluna de número 29 na lista de chamada da sala do professor desesperado, Fujiyoshi possui invejáveis habilidades atléticas e é razoavelmente boa nos estudos, entretanto possui um segredo do qual não se orgulha muito, que é o fato de ser uma fujoshi - hum, vale citar que ela ainda gosta muito de usar orelhinhas de gatos, mas eu ao menos não acho isso nada vergonhoso, pelo contrário... 

Tendo como um de seus pares favoritos "Athurn Zala x Cagalli Yula" de "Gundam Seed" e achando extremamente forçada a junção "Naruto x Kakashi" de vocês sabem onde, ela é capaz de shippar todo tipo de personagem (masculino) fictício, mas, curiosamente, sua imensa adoração por homens 2D se pegando é inversamente proporcional quanto ao seu desejo de flagrar o mesmo em 3D. Frequentemente passando por pequenos constrangimentos por culpa de seu hobby e em outros apenas desfrutando alegremente de seu mundinho enquanto prepara um doujin para o próximo Comiket ou faz compras em alguma loja otaku, Fujiyoshi é mais uma personagem que Miyu dubla com grande energia quando esta passa por maus bocados ou tem seus delírios típicos de fujoshi nível hardcore.

Igual a todo o elenco de "Sayonara Zetsubou Sensei" (anime que até 2009 obteria outras duas séries de TV), seu nome também é um trocadilho, sendo "Fujiyoshi", obviamente, uma menção a fujoshi, e Harumi o nome do local no qual ocorriam as edições da Comiket antes de o evento ser transferido para o Tokyo Big Sight em 1996.

Aliás, Araragi x Nozomu poderia ser considerado "selfcest" já que ambos são dublados por Hiroshi Kamiya?



Ayari Shiki e o esperto cachorrinho Yonakuni-san em "Maria Holic" (2009), outra obra do SHAFT cuja protagonista é uma garota lésbica, de nome Kanako Miyamae, que passa a estudar numa escola feminina, o que seria o seu sonho devido a questionáveis ambições amorosas; porém, além de sofrer uma forte alergia a homens, ela terá que dividir seu quarto no dormitório justamente com Mariya, um garoto sádico que se traveste e que se aproveitará dela em qualquer situação.

Dois anos depois, em 2011, o anime ganharia uma segunda temporada intitulada "Maria†Holic Alive".


Flora Nanadan em "Isekai no Seikishi Monogatari" (2009)








Mother Hagimura em "Seitokai Yakuindomo" (2010) e sua continuação em 2014.








Chimo Yakusa em "Tamayura" (2010), um dos poucos, ou senão o único papel (sinceramente não me recordo de outros) onde Miyu Matsuki pôde usar livremente seu dialeto natal de Hiroshima na dublagem.

Iniciado como um OVA de 4 episódios, "Tamayura" se estenderia depois a duas séries de TV em 2011 e 2013, e quatro filmes lançados desde abril desse ano até fevereiro de 2016 - a personagem de Miyu participou de ambas as séries e do segundo filme, que estreou em agosto nos cinemas. 


Hisui em "Carnival Phantasm" (2011)







Cthuko em "Haiyore! Nyaruko-san" (2012) (Protagonista), anime repleto de paródias que pega as assustadoras criações dos Mitos de Cthulhu de H.P. Lovecraft e as transforma em um bando de personagens bonitinhos que atormentarão e farão hora extra na casa do ser humano Mahiro Yasaka para, em tese, protegê-lo de ser capturado por criaturas espaciais. Cthuko, em particular, é uma alienígena da raça Cthugha membro de uma agência de defesa espacial que tem como colega de trabalho Nyaruko, garota da raça Nyarlathotep; as duas teriam de ser inimigas naturais e ferrenhas uma da outra, porém Cthuko é perdidamente apaixonada por ela enquanto Nyaruko tenta a todo momento escapar de suas pegajosas investidas, sendo esse um dos principais argumentos cômicos do anime que gera diversas cenas pervertidas e fora de controle, como podem ver pelas imagens ou esse ou esse vídeo, por exemplo - é praticamente uma versão light da futura Anna Nishikinomiya de "Shimoneta", por assim dizer.

Possuidora de poderes do elemento fogo, Cthuko acaba no fim se mostrando uma excelente e inútil alienígena NEET viciada em jogos e na cultura otaku em geral, isso enquanto realiza seguidas ameaças a Mahiro para fazê-lo ficar longe de sua amada de cabelos prateados - mas, sem grande surpresa, com o tempo a sexy integrante da raça Cthugha vai se apegando a ele, chegando inclusive a idealizar uma família formada por ela, Nyaruko e Mahiro! Aqui Miyu Matsuki apresentou uma dublagem que, mesmo com vocabulário e atos frequentemente picantes, impróprios e indecentes, trouxe um tom de voz relativamente moderado e suave se comparado com outras populares personagens suas mais "barulhentas".

Originado de uma light novel, antes dessa série de TV de 2012 produzida pelo estúdio Xebec (além de sua continuação em 2013), "Haiyore! Nyaruko-san" teve outra série em flash de curtos episódios feita pelo DLE em 2010 na qual Cthuko era coadjuvante. 



Kumi Tanaka em "Yurumates 3D" (2012) (Protagonista), uma dos três "ronin" veteranos que a jovem de 18 anos Yurume conhece ao se mudar para um complexo de apartamentos decadente localizado na periferia de Tóquio - enquanto no Japão feudal tal palavra designava qualquer samurai que não possuía um mestre, nos tempos modernos ela é usada para catalogar estudantes que falharam nos exames de admissão para alguma faculdade. Yurume não é uma ronin, pois ainda está para prestar um vestibular pela primeira vez, contudo não lhe ajudará muito o fato de seus colegas de quarto serem um bando de conformistas que parecem já ter se esquecido de seus objetivos iniciais...

Por conta disso, "Yurumates 3D" mostra simplesmente, em episódios curtinhos de 3 minutos de duração cada, quatro jovens gastando seus dias com muitos jogos, apostas estúpidas, bebedeiras e bate papo inúteis, sendo a personagem de Miyu Matsuki talvez a mais sacana entre eles com suas piadinhas de maior criatividade. Pode ser patético e vergonhoso vê-los destruindo os sonhos um do outro e depois fugindo da realidade ao mudar de assunto, mas, viva o escapismo! Um dia conseguirão seguir em frente nos estudos, quem sabe no ano que vem. Ou nos próximos anos, se possível...

Uma segunda temporada desse anime foi exibida logo após o término da primeira, havendo ainda dois OVAs de traços e estúdios diferentes que antecedem as séries de TV, e outros dois que os sucedem.



Cattleya em "Pokemon Best Wishes! Season 2" (2012)









Magical Sapphire em "Fate/kaleid liner Prisma☆Illya" (2013), um honrado... Báculo mágico. Pois é. Spin-off da popular franquia "Fate/stay night", da qual julgo não precisar me alongar em explicações, "Fate/kaleid" pega uma de suas personagens secundárias, Illyasviel von Einzbern, e a torna numa protagonista mahou shoujo em um anime de comédia com traços fofinhos. Nele há dois báculos falantes; a atrapalhada e metida a engraçadinha Ruby, que forma contrato com Illya, e a serena Sapphire, que se torna parceira de Miyu Edelfelt.

Olha, não há muito o que falar de um báculo mágico, sinceramente, a não ser que nesse papel Miyu Matsuki apresenta uma atuação bastante calma e contida, sendo que não é nenhum exagero dizer que ela deve ser a personagem mais racional e sensata do anime junto com sua "usuária" Miyu, garota inexpressiva deveras calculista e metódica.

A franquia possui no momento 3 temporadas, exibidas uma a cada ano, e já foi anunciado que haverá uma quarta série de TV em 2016.



Premiação: Na sétima edição do "Seiyuu Awards" em 2013, evento que elege as melhores atuações no ramo da dublagem - em especial as que se referem a animes -, Miyu Matsuki ganhou, junto com Asumi Kana e Yuka Ootsubo, na categoria "Melhor Performance Musical", premiação dada às melhores músicas cantadas por dubladores. As três formaram o grupo "Ushirokara Haiyoritai G" para a trilha sonora do anime "Haiyore! Nyaruko-san" - clique aqui para ver e ouvir a principal composição delas, a música de abertura "Taiyou Iwaku Moeyo Chaos".



Katie em "Space☆Dandy" (2014)












Mother Shiina em "Koufuku Grafitti" (2015), mãe de uma das garotas protagonistas nesse anime slice-of-life do SHAFT (pra variar!) que é focado em três garotas e suas diversas experiências culinárias - esse não citei acima por não ter sido um papel de destaque, mas em 2010 Miyu Matsuki já tinha dublado a mãe de uma personagem principal de um anime do estúdio SHAFT, precisamente a Yukimi Arashikawa em "Soredemo Machi wa Mawatteiru".

Quanto a este papel, melhor do que só uma imagem, prefiro deixar aqui essa cena logo abaixo onde vemos tal personagem se preocupando demais e dando um sermão na filha Shiina; pessoalmente, eu não canso de ouvir o ensurdecedor e hilário grito que ela dá no final...


Por fim, fechando suas participações em obras do estúdio SHAFT, que chegariam a 14 séries de TV contando continuações durante 11 anos, Miyu também esteve presente em "Sasami-san@Ganbaranai" de 2013, na qual teve duas participações pequeninas (uma garota de nome Makina em um episódio e anunciante em outros dois) que sequer são listadas no MyAnimeList, apenas no ANN.



Anna Nishikinomiya em "Shimoneta to Iu Gainen ga Sonzai Shinai Taikutsu na Sekai" (2015), personagem que deve ser a que mais dispensa apresentações no momento devido à imensa popularidade obtida na temporada passada por conta, principalmente, de seus vergonhosos e grotescos ímpetos sexuais pra cima de Okuma Tanukichi, rapaz protagonista de uma animação na qual vemos um Japão que coíbe fortemente qualquer expressão de cunho sexual de seus habitantes. Convidado - ou forçado, para ser exato - a participar de um grupo terrorista liderado pela desbocada Ayame Kajou para ajuda-la na realização de atos obscenos contra essa repressão, Okuma inicialmente idolatra a supostamente pura e angélica Anna, presidente do conselho estudantil de sua escola que persegue com determinação e ingenuidade extremas uma terrorista chamada "Blue Snow" sem saber que ela é, na verdade, a própria Ayame, sua confiável vice-presidente do conselho; contudo, essa paixão platônica rapidamente se despedaça após certo incidente que faz Anna "despertar" e conhecer um novo mundo de prazeres carnais e terríveis rompantes libidinosos. Tornando-se uma presa em constante fuga, resta agora a Okuma, caso não queria provar o famigerado “néctar do amor” (seja como recheio em biscoitos ou então armazenado em garrafas PET!) dessa garota fora de controle, desviar-se de suas investidas selvagens ao mesmo tempo que dá uma de "terrorista sexual" em segredo.

Claro que não vi e ouvi todas as personagens já dubladas por Miyu Matsuki, mas não creio que tenha havido algum papel que lhe exigiu tanta disposição, cordas vocais em ótimo estado e, o mais importante, desinibição para seguir adiante com inúmeros diálogos cheios de vocabulário chulo e constrangedor e frases de duplo ou triplo sentido sendo ditos em tons histéricos! O modo nada convencional ou seguro (para a saúde física e mental de Okuma), mas definitivamente cômico - não é conosco, então azar do rapaz! - de Anna em expressar sensações que antes lhe eram desconhecidas gerou considerável comoção nas rodinhas virtuais otakus durante a temporada de verão; a sua agressividade e comportamento desvairado podem ter se desgastado um pouco com o passar dos episódios (igual ao anime como um todo), porém isso não arranhou a popularidade de uma personagem vista como uma das melhores do ano e que, para o bem e para o mal, marcará para sempre a carreira de Miyu tanto pela sua perversão bizarra, quanto por ter sido efetivamente o último papel de destaque antes de sua morte.


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De projetos futuros que já estavam garantidos para 2016 Miyu Matsuki tinha, além da quarta temporada de "Fate/kaleid", um papel na animação "Hundred", que é baseada numa light novel possuidora da típica combinação de tema escolar, batalhas entre alunos, harém e uma pitada de ecchi.

Para encerrar o post, segue abaixo algumas artes publicadas por fãs durante a última semana pela internet como forma de homenagear uma dubladora que, pode não ter sido das mais prolíficas quanto a quantidade de trabalhos, contudo soube interpretar muito bem as dezenas de personagens que tiveram a chance de receber sua voz.





A personagem nas últimas três imagens, de nome Lailah, não é de nenhum anime, e sim de "Tales of Zestiria", jogo de RPG lançado no Japão no início desse ano - e duas semanas atrás na Europa e América.



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3 comentários:

  1. Caramba, que pneumonia tensa foi essa pra matar uma pessoa jovem assim.

    Devo ter visto só uns 3 ou 4 animes dessa lista, e nenhum personagem me chamou atenção especificamente, mas enfim.

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    1. Acredite, isto existe...
      O notável repórter Rafael Marques da Rádio Globo teve uma pneumonia recente, em 2011, que se agravou de uma maneira bizarramente absurda, e amparado por todos os aparatos médicos (tanto de recursos quanto de profissionais) e um milagre de Deus, depois de 9 meses se recuperou.
      Detalhe: Rafael Marques atualmente tem 37 anos, ou seja, quando ele esteve do 'outro lado' ele tinha 33/34 anos.

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  2. Independentemente de quaisquer trabalhos que Matsuki tenha feito, é uma pena tal acontecimento, deveras triste que uma pneumonia tenha levado alguém tão jovem... não viveu nem 4 décadas...=(
    Olhando para o último e talvez mais marcante trabalho dela como dubladora, Anna poderia talvez ser considerada uma ponte para trabalhos de maior protagonismo de Matsuki, mas quis o destino que fosse a ponte para uma outra 'vida'. Vá em paz Miyu Matsuki. Que sua alma repouse eternamente ao lado de outros dubladores que já se foram... vá encontrar seus colegas que com certeza estão te esperando do outro lado.

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